Auto-Retrato

19 05 2007

Sou minha canção que foge lenta
Sou meu sentimento desse instante
Um cheiro qualquer, mais lancinante
Que o da brisa mansa da tormenta

Sou quando tu abres as janelas
E as poças de luz que, ao chão, derramas
Todo este rumor que há nas capelas
E o amor por ti de alguém que amas

Sou somente espectro, refúgio
Este é meu mais fiel amuleto
E de todos os meus eus dos quais só fujo

 Não fuji desta certeza que me deu
(e enchi de alma e pranto este soneto):
De que tudo o que me assalta sou só eu!

 Encenações, 2004, Editora Zouk.
Thiago Sogayar Bechara

 Foto: Thiago Sogayar Bechara


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4 respostas

20 05 2007
Marília

Thiiii!!
to sem paciencia p escreve mtoo
+ adorei..jah falei
ainda bm q algm comeco a fazer blogs + criativos
eh bom msm ter suas coisas juntas…
tem um poko da minha cara msm…
beejoooo..adoreii!!

2 10 2007
Mauai

LINDOOOOO! Abração forte e sempre inspiração!

2 11 2007
Tati

Bem, Thiago, tu acabou de passar lá no orkut e eu vim ver. Ainda não li todos p/classificar, segundo o meu gosto. Mas a identificação já sugere algo, né!? “Sou minha canção que foge lenta”. Desse daqui eu gostei, mesmo. Com mais calma, eu volto p/te ler mais. De qualquer forma, um bom resto de feriado e um ótimo f.d.s p/ti.

14 02 2009
Letícia

Gostei mto do seu tipo de poesia, é mto diferente do meu. Mas tão angustiante quanto. Parabéns pelos seus livros!
Bjux!

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